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22-06-17 Assessoria FAESF 0 comentário

Projeto multidisciplinar: Expedição GeoNordeste

 

O Colégio São Francisco – CSF e a Faculdade São Francisco – FAESF estão promovendo vários projetos que proporcionam aos seus alunos um melhor entendimento sobre conteúdos estudados, tanto no mundo acadêmico como no escolar, um desses projetos, compõe aulas de campo. A aula de campo é um método bastante utilizado em disciplinas que exigem uma melhor análise empírica e cientifica sobre o assunto em estudo.

 

Compreende-se que esse tipo de metodologia possui grande eficácia no método ensino e aprendizagem, permitindo aos alunos um contato com aspectos mais amplos referentes aos temas: Antropologia, Ecologia, Fauna, Botânica, Solos, Biogeografia, dentre outros. Sendo assim, esses estudos não poderiam ser identificados ou compreendidos apenas com leituras.

 

Desse modo, todas as emoções e sensações surgidas durante a aula de campo em um ambiente natural podem auxiliar na aprendizagem dos conteúdos tornando-os mais fáceis, à medida que os alunos recorrem a outros aspectos de sua própria condição humana, além da razão, para compreenderem os fenômenos.

 

O desenvolvimento de atividades em espaços com essas características traz a vantagem de possibilitar, ao estudante, a percepção de que fenômenos e processos naturais estão presentes no ambiente como um todo, possibilitando explorar aspectos relacionados com os impactos provocados pela ação humana nos ambientes.

 

Nos dias 09, 10 e 11 de junho de 2017, foi desenvolvido o Projeto GeoNordeste, criado pelo Professor Evaldo Monteiro, na disciplina Antropologia do Curso de Pedagogia, da FAESF, e da disciplina Geografia, no Colégio São Francisco, com a participação do professor Antônio Marcos Castro, que ministra a disciplina Fundamentos, Conteúdos e Metodologias de História.

 

Esse trabalho foi desenvolvido com os acadêmicos do I e V período de Pedagogia e alunos do 3º ano do Ensino Médio com o objetivo de levar os estudantes para conhecer dois parques nacionais: o Parque Nacional de 7 Cidades/PI e Parque Nacional de Ubajara/CE.

 

O projeto tem grande relevância para a construção de um conhecimento mais sólido, proporcionando, aos alunos, condições de compreender e construir suas próprias concepções sobre o estudo de campo, de forma que eles possam entender a respeito das pesquisas arqueológicas, geográficas e históricas, tornando um momento de suma importância para o resgate de um passado histórico.

 

 

Primeira visita: Parque Nacional de 7 Cidades/PI – 10/06/2017

 

Nesse dia foi feito um passeio completo pelas Sete Cidades, cada cidade com formações geológicas e histórias diferentes. Você já esteve no Piauí? O Estado litorâneo com a menor extensão de costa do Brasil, apenas 66 km, guarda belas surpresas em seu interior. Uma delas é o Parque Nacional de Sete Cidades, local que abriga formações rochosas de cerca de 190 milhões de anos e ricas inscrições rupestres.

 

O parque tem esse nome por causa dos diferentes grupos de rochas que, separados entre si parecem formar pequenas “cidades”. Cada uma delas tem suas classificações; cabeças de índio ou de Dom Pedro I, Tartaruga, Arco do Triunfo e o que mais sua imaginação possa “definir”. Já as pinturas rupestres apresentadas na unidade têm cerca de 6000 anos e são conhecidas internacionalmente. A viagem rumo ao Circuito das Sete Cidades começa em seu pequeno centro de visitantes, onde encontrará informações sobre o parque e um guia para acompanhá-lo.

 

 

Segundo dia: visita ao Parque Nacional de Ubajara/CE – 11/06/2017

 

O Parque Nacional de Ubajara, no Ceará, é uma Unidade de Conservação Federal de Proteção Integral, localizado nos municípios de Ubajara, Tianguá e Frecheirinha, que dispõe de alguns atrativos como: trilhas, mirantes, grutas e cachoeiras.

 

O atual Município de Ubajara era habitado primitivamente pelos índios tabajaras. A primeira penetração foi feita por volta de 1604, por Pero Coelho de Souza, que tentou conquistar as terras férteis da serra de Ibiapaba.

 

Auxiliado pelos jesuítas Francisco Pinto e Luís Figueira, promoveu ele a pacificação dos índios e o desenvolvimento das aldeias que começavam a proliferar às margens do arroio Árabe. A obra dos jesuítas foi interrompida, no entanto, com o trucidamento do padre Francisco Pinto, pelos índios Tocarijus, durante uma cerimônia religiosa, no dia 11 de janeiro de 1608, no local onde hoje se ergue a cidade de Ubajara.

 

Nesse dia, os alunos iniciaram seus estudos com o guia dando todas instruções sobre o passeio, logo no início tivemos uma palestra sobre a biodiversidade e a história do parque. Em seguida, foi percorrida uma trilha de 1.200 metros chegando ao primeiro destino, o Mirante da Gameleira, local exclusivo para fotos onde existe uma vista panorâmica do Parque.

 

Saindo do mirante, o destino é a Cachoeira do Cafundó, da qual completará 3 km de percurso, ao sair da cachoeira começa a Trilha Centenária, que possui mais 4 km de extensão até a Gruta (Caverna), totalizando 7 km. Esta trilha é de nível pesado e demandou mais atenção do grupo. Chegando na gruta, foi feita uma visita de 30% do local, área destinada à visitação, um percurso de 400 metros, chegando a 30 metros de profundidade, com 40 minutos destinados ao estudo das formações geológicas.

 

O projeto proporcionou aos alunos do 3º ano Médio, uma base para a obtenção de um melhor desempenho no ENEM e, principalmente, nos vestibulares tradicionais das universidades pelo Nordeste.

 



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